quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Assédio impede Angelim de ver jogo do Fla: 'Não esqueceram de mim'

Ronaldo Angelim no Arruda flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

De forma carinhosa e desdenhando do Fenômeno e de Gaúcho, a torcida do Flamengo lançou a brincadeira: “There’s only one Ronaldo”. A frase que diz existir apenas um Ronaldo fazia referência a Angelim, herói da conquista do hexacampeonato brasileiro de 2009 quando marcou, de cabeça, o gol que deu o título ao Rubro-Negro depois de 17 anos de espera.

O tempo passou, mas Angelim ainda coleciona histórias curiosas e de paixão na sua relação com o clube. Enquanto continua no aguardo do jogo de despedida prometido há tempos pela diretoria, o zagueiro vive cenas de um filme que poderia ser chamado de "Não esqueceram de mim".

No fim de semana, Angelim viajou 600 quilômetros de Juazeiro do Norte (CE) até o Recife, onde o Flamengo enfrentou o Náutico. No sábado, o herói acompanhou o treino e matou saudade dos ex-companheiros. No domingo, ele chegou ao estádio dos Aflitos para acompanhar a partida como mero torcedor. Mas passou por momentos de uma idolatria que ele nem mesmo imaginava ainda ser tão calorosa. Logo reconhecido em meio à torcida, foi engolido por uma multidão agradecida, que o trata como ídolo rubro-negro. Diante da iminência de tumulto, precisou de escolta para deixar o local.

- Pena que não consegui acompanhar o jogo na torcida do Flamengo. Começou uma confusão, todo mundo vindo para cima, os seguranças tiveram que me tirar dali, não deu para ficar. Não imaginava que a torcida ainda tinha esse apego comigo. Muito legal mesmo o carinho, não esqueceram de mim. Acabou que tive que assistir à partida numa churrascaria em frente ao estádio – revelou Angelim, por telefone.

O rodízio de carnes forrou o estômago de Angelim, que não costuma reclamar de barriga cheia. Nem mesmo de barriga vazia, quando sente que fica com um gostinho de promessa não cumprida. Em dezembro do ano passado, quando o contrato do zagueiro com o Flamengo se encerrou, a presidente Patricia Amorim garantiu a realização de um jogo de despedida, inicialmente projetado para janeiro, mas que não aconteceu. E segue sem data para acontecer.

- Estive no vestiário antes do jogo, o Levy (vice de finanças) disse que ainda vão fazer o jogo de despedida. Acho que estão esperando o Maracanã reabrir – disse Angelim, sem polêmica e com o pensamento de voltar ao palco onde foi consagrado.

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